Maior chacina do Rio de Janeiro

 

Falar sobre a violência de grupos organizados de extermínio na Baixada somente pelo olhar policial, da punição judicial, é focar na consequência e não na causa.

 

Não discutir a história que levou até as atuais circunstâncias, e os fatores sociais e políticos que parecem legitimar a violência, é diminuir o debate e provavelmente não vai levar a uma solução - entre tantas outras possíveis. Assim vamos fazer aqui um apanhado do fio condutor da situação que vivenciamos até hoje.

 

A morte como instrumento de poder

No dia 30 de março de 2005, noite de 4ª feira, policiais decapitaram duas pessoas e atiraram a cabeça de uma delas para dentro do 15º Batalhão da Polícia Militar em Duque de Caxias. As cenas foram registradas pelo sistema de segurança de uma escola ao lado do Batalhão. Foram, como de praxe nos noticiários sobre a Baixada, largamente divulgadas na imprensa. Seria em represália ao rigor do então comandante do 15º BPM, Paulo César Lopes, que deteve cerca de 60 PMs por desvio de conduta, na madrugada de 30 de março de 2005, a câmera de segurança de uma escola nas proximidades do batalhão flagrou quando oito policiais atiraram por cima do muro do batalhão a cabeça de um dos dois homens assassinados na mesma madrugada, que caiu sobre uma caminhonete da corporação, estilhaçando seu vidro. Os corpos dos homens assassinados foram localizados no bairro Centenário.

 

A ação também seria uma resposta ao comando da polícia pela “operação Navalha na Carne”, que colocou sob detenção mais de uma centena de policiais e levou vários outros a prisão por desvio de conduta.

  

Na noite seguinte, 31 de março, policiais iniciaram uma seqüência de mortes pelo Bairro da Posse e Cerâmica, em Nova Iguaçu, e terminaram em Queimados. O resultado foram 30 pessoas baleadas e 29 mortos, entre estes, oito crianças.

 

Foi a maior chacina do Rio, chocou o Brasil e ganhou o noticiário internacional - só abafada pela morte do Papa.

Mais de 500 anos de pena a autores de chacina

Carlos Jorge Carvalho foi condenado a 534 anos de prisão pelas 29 mortes e 9 anos por formação de quadrilha.

José Augusto Moreira Felipe foi condenado a 534 anos de prisão pelas 29 mortes e 8 anos por formação de quadrilha.

Julio Cesar Amaral de Paula foi condenado a 534 anos de prisão pelas 29 mortes e 9 anos por formação de quadrilha.

Marcos Siqueira Costa foi condenado a 474 anos de prisão pelas 29 mortes e 6 anos e seis meses por formação de quadrilha.

Fabiano Gonçalves Lopes foi absolvido dos crimes contra a vida e condenado a 7 anos de prisão por formação de quadrilha.

#ChacinaDaBaixada

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