A vida é bela para quem passa pela alienação parental


Alguns anos atrás, mais exatamente em 1999, em um filme chamado ‘A vida bela’ - que foi ganhador de quatro Oscars -, tinha como principal história a iniciativa de um pai que, em meio ao terror e a violência da segunda guerra mundial, sob o jugo da opressão em um campo de concentração nazista criou um mundo imaginário para proteger seu filho de todo terror que os cercavam. Assim, as situações de ameaça eram transformadas em brincadeiras e jogos que tinham como tarefa ganhar um prêmio, no caso, um tanque de guerra.

Diante da covardia de pequenos atos, até engendrados planos de destruição que alienadores montam com a finalidade de obstruir laços afetivos - nem que isto custe a infância do próprio filho ou filha -, muitas vezes somos obrigados a recorrer infatigavelmente ao uso da imaginação e resiliência para proteger a coisa mais importante, mais cara, que temos no mundo, os nossos filhos.

A cultura da ‘tirania do guardião’, que somente é possível pelo arcaico equívoco jurídico da guarda unilateral, impõe inflexíveis situações em que faz com que a criança participe de uma corrida sem glória, sem prêmio e final feliz.

Chega a ser impossível esconder o comportamento doentio dos que acompanham, mesmo que pontualmente, pois logo identificam o prazer que o alienador tem em criar constrangimento utilizando filhos sem qualquer parâmetro ou escrúpulo. Reduzindo-os a um objeto ou bem, como se a criança fosse um carro alugado que se não for devolvida no horário – muitas vezes para ficar encostada em um canto, sem função nem atenção – decorrerá de pesadas penalidades.

Mas para as crianças, mesmo em meio ao labirinto de assombrações – pois a alienação parental nunca é praticada por uma única pessoa –, dizemos que o monstro que quer afasta-la do outro genitor, estaria com saudade. Que a figura distorcida que promove patética pantomima na rua, em plena luza do dia, faz por amor, não por crueldade. No fim, temos que convencê-la que no coração vazio do alienador, a criança tem um lugar especial.

São cerca de cinco anos E uma centena infâmias, de agressões psicológicas, e até físicas que tem a finalidade de impossibilitar que o filho tenha condições de um ambiente familiar sadio. Um roteiro de terror que a genitora deixa evidente, na recorrência das situações criadas, das diversas formas e estratégias que não pretende parar.

Assim, nos resta o incansável exercício de transformar frustração e raiva em luta. Alicerçar no amor para construir o imaginável que nem nas mais brilhantes mentes literárias conseguiriam elabora para que aquela situação se torne mais leve e não se crie mais danos à criança. Mesmo que no final, como no final ‘A vida é bela’, o pai morra, fique a certeza da felicidade te ter contribuído para alicerçar uma nova viva sem estes sofrimentos.

- Adriano Dias é fundador da ComCausa

| Artigo originalmente publicado no Jornal de Hoje de 06 de novembro de 2017, nas bancas da Baixada.

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