Acerto com deputado estadual e o crime organizado


Cena do filme Tropa de Elite II.

O comando de batalhões da Polícia Militar é definido por “acerto com deputado estadual e o crime organizado”, segundo o ministro da Justiça, Torquato Jardim. Diante destas declaração a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) enviou uma representação à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pedindo apuração das declarações do ministro da Justiça.

"A declaração é de quem não tem nenhum conhecimento, de quem é irresponsável e de quem age com má fé. Há onze anos, só interferiram na área de segurança do Rio de Janeiro o doutor Beltrame e o doutor Roberto Sá", destacou o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani.

A deputada Martha Rocha classificou a afirmação como leviana e irresponsável. "Essa comissão não vai se calar diante da declaração do ministro. Temos que ser incisivos e interpelar o ministro. O mínimo que podemos exigir é que ele esclareça com nomes, datas e fatos do que disse", declarou. Além da PGR, serão enviados ofícios pedindo esclarecimentos ao próprio Ministério da Justiça e à Câmara dos Deputados, pedindo posicionamento do legislativo federal.

O deputado Paulo Ramos afirmou que o ministro é irresponsável, e cobrou respostas. "Sendo ele ministro da Justiça, a primeira obrigação seria mandar apurar. Na medida em que ele faz essas declarações, já há a obrigatoriedade de chamá-lo a responsabilidade", declarou.

Outros deputados cobraram uma posição mais enérgica do Executivo estadual sobre a questão. O governador Luiz Fernando Pezão se manifestou por meio de nota, negando interferências na segurança estadual. Para o deputado Comte Bittencourt, seria necessário um pronunciamento público. "O mínimo que poderia acontecer era ele pedir exoneração ou ser demitido. O governador deveria fazer uma cobrança ao presidente da República", defendeu.

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