Cine Prata lembra Dom Adriano e os heris da Baixada


Em uma parceria do ‘Sarau Prata, Prosa e Poesia’ e a ComCausa, acontecerá o primeiro Cine Prata com o tema “Dom Adriano e nossos heróis” no dia 30 de agosto.

Com três anos de atuação, o ‘Sarau Prata, Prosa e Poesia’ oi idealizado pelo músico, poeta e escritor, Vinícius Henrique; e pelo poeta e escritor Júnior da Prata. Agora a iniciativa apoia a Cine + ComCausa – reconhecido como Cine + Cultura, Ponto de Mídia Livre e Cultura -, para promover mais uma iniciativa.

O Cine Prata exibirá pequenos vídeos sobre Dom Adriano e outros heróis. Segundo Adriano Dias, fundador da ComCausa: “Estamos lembrando os 50 anos de João Cândido, outro herói migrante que foi radicado em nossa Baixada, entre tantos outros. Vamos lembrar de Dom Adriano como um de nossos ícones, mas celebrar também nossso heróis e heroínas do dia a dia que andam nos trens e ruas de nossa Baixada fluminense”.

A entrada é gratuita e será na Rua de Vila Santo Antônio 27, bairro Prata, em Nova Iguaçu, dia 30 de agosto a partir das 19h em frente ao trailer que fica na praça onde já é realizado o ‘Sarau Prata, Prosa e Poesia’.

Dom Adriano e seus nossos heróis

Em agosto se lembra a partida do Dom Adriano Hipolito há 23 anos, ele teria 101 anos hora. O nordestino nasceu em Aracaju, no Sergipe em 18 de Janeiro de 1918, como Fernando. Adotou o nome Dom Adriano Mandarino Hipólito quando ordenado padre em Salvador, em 1942. Frade franciscano, em 1966 foi nomeado terceiro Bispo da Diocese de Nova Iguaçu – formada por sete municípios da Baixada Fluminense –, onde atuou por 28 anos.

Sob o controle dos órgãos de repressão e grupos de extermínio, Dom Adriano foi personagem central na luta por direitos humanos durante a ditadura (1964-1985). Por sua defesa dos mais vulneráveis, sofreu várias ameaças que culminaram no seu sequestro, quando foi espancado e abandonado despido num matagal em Jacarepaguá, com o corpo pintado de vermelho. Posteriormente o carro do religioso, um Fusca, foi explodido em frente à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), sediada no bairro da Glória na época.

Durante e depois da ditadura, o Bispo também atuava com rigor em relação à violência. Quando se tratava dos crimes cometidos pelo Esquadrão da Morte, cobrava diretamente das autoridades a investigação, elucidação e punição dos culpados; contrariando a principal ideia propagada de que o esquadrão atuava contra marginais.

Dom Adriano faleceu em São Lourenço, Minas Gerais, no dia 10 de agosto de 1996, deixando um grande legado de fé e coragem. A Diocese de Nova Iguaçu e movimentos sociais que surgiram a partir dos ensinamentos deixados pelo líder religioso farão diversas atividades ao longo do ano em homenagem ao centenário.

Em 2018, ano de seu centenário, a ComCausa, um dos movimentos seguidores dos princípios do religioso, disponibilizou um portal em sua memória comcausa.net/DomAdriano

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