Dia Internacional da Mulher


O Dia Internacional da Mulher é celebrado pelas conquistas sociais adquiridas com muitas lutas ao longo do tempo. Conquistas econômicas, sociais e políticas que foram englobadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

As conquistas foram mundiais, mas, retratam inicialmente as lutas por melhores condições de vida ao final do século XIX nos Estados Unidos e na Europa. Começou em 1980, quando foi celebrado o primeiro Dia Nacional da Mulher nos EUA em maio.

O dia 8 de março remete a manifestação de mulheres na Rússia, durante a Primeira Guerra Mundial em 1917, chamada de “Pão e Paz”, que contou com cerca de 90 mil russas. A mão-de-obra feminina foi aderida pelas industrias após a necessidade de trabalhadores, durante a segunda revolução industrial, subsequente a segunda guerra mundial, que ocasionou inúmeras baixas da mão-de-obra-masculina. Entretanto, mesmo com a adesão de mulheres no trabalho, as condições de trabalho se mantinham insalubres e as manifestações continuaram acontecendo.

Desde então, a luta feminina ficou fora do foco dos meios de comunicação. A visibilidade foi retomada pelo movimento feminista nos anos 60 e a Organização das Nações Unidas então reconheceu oficialmente o Dia Internacional da Mulher em 1977.

Lutas pelo Brasil

Desde o final do Século XIX, as mulheres mobilizaram-se no Brasil e no mundo na luta pelos direitos civis, políticos e sociais. Entre eles estão direito ao voto, divórcio, educação, trabalho, direito a contracepção entre outros. Um dos grandes marcos foi a intensa militância que fez com que o Brasil conquistasse a garantia do direito de voto feminino em 24 de fevereiro de 1932, por meio do Decreto nº 21.076 do presidente Getúlio Vargas. Em 1985 foi criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, que foi um grande marco político nacional por ser o primeiro conselho criado voltado as políticas públicas para mulheres.

Entre as legislações mais importantes, estão a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicidio que colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância. Entre tantas lutas conquistadas pelos movimentos sociais, o Brasil, assim que assumiu sua gestão, o presidente Michel Temer extinguiu o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, transformando a pasta em uma secretaria.

A luta tem que continuar. Políticas de direitos humanos não devem ser encaradas como secundárias. No Brasil, segundo a pesquisa Datafolha, 16 milhões de mulheres já sofreram alguma agressão física ou verbal, e, 40 % já sofreram assédio. O pais é o 5º no ranking do feminicídio com 60 mil mortes ao ano, de acordo com o instituto Igarapé. No Rio de Janeiro, de 2010 a 2016, o número de assassinatos de mulheres subiu 32,4% no Estado do Rio, passando de 299 para 396, conforme dados do Instituto de Segurança Pública do Rio.

As mulheres brasileiras já reconhecem a necessidade do empoderamento, mas apenas 37,8% dos cargos gerenciais no país eram ocupados por elas segundo pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016. Dados que contrapõem com a ocupação de mulheres em universidades. Para elas, no entanto, maior escolaridade e presença nos cursos de qualificação não se traduz em maiores rendimentos, e essa diferença se amplia conforme aumenta a escolarização. Ainda segundo o IBGE em 2018, mulheres ganham em média, 76,5% do rendimento dos homens.

A luta das mulheres por equidade, ainda é filosoficamente e terminologicamente entendida de forma equivocada. Feminismo, não é e nunca foi o contrário de machismo. Ou seja, reconhecimento da superioridade de um determinado sexo. Ser feminista é ser a favor de maior equilíbrio de oportunidades, não de superioridades. É ter o direito de ir e vir de uma mulher preservado sem que ela seja assediada, ou sofra qualquer tipo de violência ou discriminação. O primeiro passo e não menos importante, é entendendo o significado, mesmo sabendo que existem radicalidades em todos os grupos de lutas e pensamentos.

Há muito que avançar no Brasil. Datas como essa servem para nos lembrar de nossas conquistas, mas nos remetem as falhas que precisamos corrigir. Entretanto, lembrar das vitorias e pensar nas possibilidades futuras de mudanças.

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