Fim das UPPs


Desde o final de 2008 o governo do estado adotou a política das Unidades de Polícia Pacificadora como principal política de segurança do Rio. Na qual as reocupações de territórios eram feitas pelas polícias, se instalavam bases e inicialmente faziam reordenamento como a regularidades dos serviços limpeza, até telefonia e internet, que estavam inclusive sendo explorados pelos criminosos.

Durante muito tempo a política de pacificação foi acertada em sua iniciativa, mas equivocada em sua execução. Se por um lado, em determinadas áreas o número de homicídios caiu à zero. Em outros territórios, com uma Região Metropolitana, e em específico a Baixada Fluminense, e até em cidades do interior do estado os gráficos sobre ocorrências criminais passaram a ter curvas ascendentes extremamente preocupantes. Começando pelo aumento de homicídios, o pior dos crimes, até o efeito colateral do território controlado com ampliação do número de roubos de carros, transeuntes, entre outros crimes contra o patrimônio.

Em determinadas cidades do interior, ou da região dos lagos, foram dominadas por uma dinâmica que não era da cultura destes municípios. Criminosos, mesmo de baixa posição na hierarquia do tráfico, passaram a ir para estes locais e reproduzir o controle territorial se arvorando de representante de determinada facção. O que com o tempo, se consolidava como uma filial do negócio do crime.

É de conhecimento de qualquer gestor que a área de segurança pública é a primeira que apresenta sintomas quando existem problemas na sociedade. A crise econômica do Rio de Janeiro, somente acelerou a derrocada desta política que, ao meu entendimento, faltou com o principal: a valorização da vida de moradores e policiais através de outras políticas públicas.

Na Baixada Fluminense, a única experiência exitosa aconteceu na década de 2000 em Paracambi. A ampliação de políticas para juventude nas áreas de cultura, esporte e principalmente educação, além de ordenamento urbano e valorização das iniciativas locais. Conseguiu reduziu a violência, principalmente os registros de homicídio, sem disparar um tiro. Usando a cidade como referência, foi exatamente nesta parte que os UPPs falharam, não é informação nova. Esta opinião não é somente minha, mas de muitos dos policiais que atuam nestas áreas.

Com o tempo, os policiais que entraram como heróis e eram saldados pelas crianças das comunidades. Hoje se veem acuados, tendo suas vidas colocadas em risco e sendo eliminados até mesmo dentro das próprias sedes das UPPs. São recorrentes os relatos de que PMs não podem sequer comprar uma garrafa de água em determinados localidades para que o comerciante não sofra alguma represália dos grupos criminosos que controlam estas áreas.

Acredito que agora é a hora de tomar uma atitude corajosa e findar a política das UPPs. Repensar a distribuição do policiamento, efetivos e investimentos, do Estado do Rio de Janeiro, conforme a nova reconfiguração de controle territorial dos grupos criminosos. O policial dentro das UPPs hoje tem a sua vida em extrema situação de risco. É injusto com nossos trabalhadores e também com suas famílias.

É hora de mudar também a visão dos gestores públicos municipais. Que estes assumam sua responsabilidade em ampliar as políticas de prevenção da violência. Tanto para poupar a população, quanto nossos policiais que são, na sua maioria, nossos vizinhos, moradores das periferias e das cidades da Região Metropolitana.

Precisamos que o Rio reaja, mas sem violência. Pois é de conhecimento de mais de 30 anos que uma política pública de segurança baseada no enfrentamento, em vez dos desmontes dos aspirais de violência e mecanismos econômicos do crime, somente tem como resultado a perda da vida de milhares de pessoas, principalmente dos mais pobres.

#AdrianoDias

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