Ninguém aqui defende bandido


Os direitos humanos são, em nosso país, como algo que atrapalha o combate ao crime? Estranho é que parece existir um movimento para manter uma concepção, no mínimo equivocada, para toda a sociedade. Talvez se trate de uma maneira de apequenar e colocar a discussão em questões pontuais, como da violência, em detrimento de uma universalidade de exigências que hoje compõem o cumprimento dos direitos humanos. Exigibilidades que, se respeitadas, mudariam toda a conjuntura da sociedade como a conhecemos hoje. Por exemplo, imaginem se todos os policiais do Rio de Janeiro exigissem seus direitos humanos a um salário digno e condições – equipamentos, treinamento, entre outros – adequados a sua segurança? Imaginem todos os professores, alunos e pai exigissem uma escola com direitos humanos?

Me assusta ver que “BolsoMinons”, principalmente jovens, repetindo como papagaios “bandido bom é bandido morto”; “esses defensores de bandido… quero ver quando for assaltado”, entre outros bordões prontos como “intervenção militar!”. Pedem isso mesmo com todo conteúdos e discussões disponíveis em internet, com acesso a escolas melhores e sem as restrições da censura.

Os mais jovens podem perguntar aos mais velhos como era a Baixada Fluminense durante a ditadura? A soma de violência, mais poder, igual a controle territorial. Não por acaso os operadores das matanças a mando dos poderosos e militares, posteriormente se tornaram vereadores, deputados e prefeitos. Mas neste lugar onde só se via miséria e violência, tinha gente de coragem com alto valor moral e humanístico fazendo a resistência pacífica. Pessoas como o Bispo da Diocese de Nova Iguaçu Dom Adriano Hipólito, que por conta da defesa dos direitos humanos foi espancado e deixado nu pintado de vermelho pelas ruas. Mas quantos sumiram ou foram mortos, não sabemos, vivíamos uma ditadura e os pobres da Baixada, assim como das periferias sociais do Brasil, são os morríveis, sem direito à vida.

Nossa região tem um longo histórico de desrespeito aos direitos humanos, porém não exatamente na questão que se vem logo à cabeça quando se fala em Baixada Fluminense. Pouco é falado que a falta de infraestrutura - como de saneamento – que mata mais, ainda que de forma indireta, do que os perpetrados pelos grupos de extermínio. Então temos uma questão estrutural para resolver, não individual. Ou seja, a lex talionis, a pena de talião, a do “olho por olho, dente por dente” tem quatro mil anos - e a lei mais antiga da história da humanidade -, e até agora não acabou com os bandidos.

Não se percebe que os mesmos sustentadores desta visão dos “direitos humanos é para bandido”, também defendem que a pobreza - e não as desigualdades sócio-estruturais – é o estopim para a violência. Não é por acaso que a legislação brasileira oferece “prisão especial” para quem tem curso superior. Não por acaso os mesmos que defendem “que bandido bom, é bandido morto”, são a favor do fórum privilegiado, para si e seus amigos. Estes sim defendem bandidos!

Estes são certamente um dos motivos pelos quais as pessoas são levadas ao entendimento que no Brasil, direitos humanos são na verdade um luxo para poucos.

#AdrianoDias

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