Cais do Valongo é Patrimônio Histórico Cultural do Rio

No ano passado a ComCausa esteve presente na Igreja da Pedrinha, próximo Pedra do Sal, no complexo do Cais do Valongo junto com o Cônsul de Angola, entre outros representantes de movimentos e instituições, em atividade articulada pelo nosso querido Frei Tatá.

 

Em julho de 2017 a Unesco declarou o Cais do Valongo como Patrimônio da Humanidade. Durante as intervenções, foram encontrados cerca de 500 mil itens entre adornos e ossadas. O local é considerado um dos maiores sítios arqueológicos com resíduos do tráfico negreiro fora da África, visto que o Rio foi o estado que mais importou escravos em toda a América Latina.

 

O deputado estadual André Ceciliano, em 2013, antecedendo qualquer reconhecimento internacional, já havia criado um projeto de lei que tornaria o Cais do Valongo patrimônio histórico cultural do estado do Rio de Janeiro.  Segundo o deputado, o local é um dos principais marcos da história da diáspora africana, e por isso deve ser preservado e visitado.

 

Em 2017, André Ceciliano consegue aprovar o projeto de lei estadual, tornando-se assim a Lei 7.741 de 11 de outubro de 2017.  Hoje o Cais do Valongo é transforma em patrimônio cultural e histórico do Estado do Rio de Janeiro.

 

A ComCausa também visitou o Instituto Pretos Novo, também um sítio arqueológico onde foram encontradas diversas ossadas, no centro do Rio. 

 

Como uma instituição de direitos humanos, lutar e participar para que estes locais sejam preservados, através de incentivos, é lutar pela preservação de nossa historia. Mesmo que ela seja referenciada ao trafico negreiro, a escravidão no Brasil, especificamente no estado do Rio, preservar estes locai é dar voz aqueles que não tiveram. Aqueles que viveram em uma época que a ideia de direitos humanos era de longe, uma possibilidade a ser pensada.

 

Segundo o fundados da ComCausa, Adriano Dias, “Ainda encontramos as mesmas violações do período da escravidão” – e completa na fala para o Cônsul de Angola - “desde o processo de trazer a população negra para o Brasil, até os dias de hoje, onde o Estado entra e assassina majoritariamente o jovem negro. Enfrentar esta violência, parte do princípio de reconhecermos nossa história.

 

#ComCausa

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