Chacina da Rio Sampa

12.02.2019

No dia 11 de fevereiro de 2006, por volta das 5 horas da manhã o estudante de Direito Renato Jacques de Freitas Filho - de 23 anos – e seu amigo de infância, o bancário e estudante Fabrício Rangel Kengen - de 26 anos - vinham de uma festa quando, na descida do viaduto de Mesquita, sofreram uma tentativa de assalto. Seguiram para a Via Dutra e entraram na rua ao lado da casa de show Rio Sampa - em Nova Iguaçu - no intuito de pedir auxilio no D.P.O. de Andrade Araújo.

 

Entretanto, o jovem que os perseguia, Fabiano Rebello Viana, seguiu para o mesmo D.P.O e lá encontrou com o cabo Antônio César da Silva Herguet Ferreira e o sargento Nelson Gomes de Souza Segundo - que depois de revistarem, liberarem os jovens.

 

Os policiais teriam não somente ignorado o pedido de socorro dos dois amigos, mas negaram-se a registrar a ocorrência, agrediram os jovens e os expulsaram do D.P.O. Logo depois, Fabrício e Renato foram assassinados dentro do carro, a 700 metros do local, diante de dezenas de testemunhas.

 

O caso provocou grande repercussão e o inquérito foi rápido. O Ministério Público ofereceu denúncia contra os três acusados, acatada pela juíza da 4ª Vara Criminal do Fórum de Nova Iguaçu.

 

No dia 06 de setembro de 2006 foi emitido mandado de prisão preventiva contra Fabiano, o cabo César, e o sargento Segundo. A prisão durou pouco, meses depois - por meio de habeas-corpus - os três acusados foram soltos e hoje respondem ao processo em liberdade.

 

Os policiais foram expulsos

Os policiais foram expulsos da PM, mas o processo criminal encontra-se paralisado. A família e amigos lutam até hoje por justiça.

 

Além de diversas outras provas - como a escuta telefônica comprovando que o assaltante esteve no local do crime – existe o relato de uma testemunha que diz ter recebido a ligação do Fabiano pedindo para que ele verificasse se os "meninos do Astra estavam mortos".

 

O julgamento dos acusados ocorreu em abril de 2016 no Fórum de Nova Iguaçua. Após a sentença, sendo os três reus julgados culpados por unanimidade pelo juri popular, o processo ficou parado por um ano, até que Marizete Rangel, mãe de Fabrício, solicitar a Promotoria explicações. Parado, em abril de 2019 fazem três anos que a ação corre na Justiça lentamente.

 

#ComCausa

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