Chacina de Unaí

28.01.2019

No dia 28 de janeiro de 2004 os auditores do Ministério do Trabalho e Emprego Nelson José da Silva, João Batista Lage e Eratóstenes de Almeida Gonçalves, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, faziam uma operação de fiscalização município do noroeste de Minas Gerais - a 166 km de Brasília, na cidade de Unaí. Foram assassinados por pistoleiros a mando dos irmãos Norberto e Antério Mânica, fazendeiros que sofriam uma investigação de trabalho escravo.

 

Concluídas as investigações, foram condenados quatro pistoleiros. As penas deles variam de 56 a 94 anos de cadeia. Os fazendeiros Antério e Norberto Mânica, acusados de serem os mandantes, foram condenados a cem anos de prisão, mas eles recorreram em liberdade. Nesse período, Antério concorreu às eleições municipais e chegou a se eleger prefeito de Unaí por dois mandatos consecutivos.

 

No dia 19 de novembro de 2018, por dois votos a um, o TRF em Brasília, anulou o julgamento de Antério, alegando insuficiência de provas. O julgamento dele terá que ser refeito - o que não se sabe é quando. Já o julgamento de Norberto, que confessou ter sido mandante, mas inocentou o irmão Antério, foi confirmado pelos desembargadores federais. Só que a pena foi reduzida de cem para 65 anos e sete meses de cadeia.

 

O Ministério Público queria o cumprimento imediato da pena por ter sido um julgamento em segunda instância e por um colegiado, mas os desembargadores disseram que ele ainda pode recorrer, os chamados embargos de declaração.

 

#ComCausa

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