Encarceramento em massa e racismo estrutural

07.03.2019

Organizado por Emancipa Degase está organizando a Roda de conversa:  Encarceramento em massa e racismo estrutural no dia 25 de março de 2019, a partir das 18h30, na Avenida Almirante Barroso 63, sala 1509 - Centro, Rio de Janeiro.

 

Convidadas:

 

Camila Farias - Mestre em Serviço Social, Professora de Teatro e Dramaturga, Educadora do Instituto de Cultura e Consciência Negra Nelson Mandela.

 

Caroline Bispo - Advogada, Coordenadora do Elas Existem - Mulheres Encarceradas.

 

Mônica Cunha - Técnica Educação Social, Coordenadora e Fundadora do Movimento Moleque, Mandato Renata Souza (deputada estadual).

 

Nayana Menezes - Advogada e servidora no NUSPEN (Núcleo do Sistema Penitenciário da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro).

 

 

Veja mais no link do evento!

 

Mediadoras:

 

Linna Ramos - Professora de Educação Física, Educadora da Rede Emancipa RJ, Mandato David Miranda (deputado federal).

 

Valéria Rocha - Mestre em Saúde Pública e Especialista em Direito e Saúde, Educadora do Emancipa DEGASE.

 

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Março é o mês internacional das mulheres e também da luta pela eliminação da discriminação racial. No Brasil, as mulheres negras são as que mais morrem e a diferença da taxa de homicídios entre mulheres negras e não negras é de 71% sendo que, em dez anos, a taxa de homicídio para cada 100 mil mulheres negras aumentou 15,4% enquanto que a de mulheres não negras teve queda de 8%.

 

O Brasil ocupa o 3º lugar mundial no ranking de encarceramento, perdendo apenas para China e Estados Unidos. Segundo dados do último Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (INFOPEN), divulgado em 2017, a população prisional brasileira é de 726.712 pessoas para 368.049 vagas, sendo que, no Estado do Rio de Janeiro havia 50.219 prisioneiros para 28.443 vagas. Da população prisional brasileira 64% são negros.

 

No sistema socioeducativo, segundo último levantamento anual (SINASE, 2018), foram 25.929 adolescentes e jovens (entre 12 e 21 anos) em atendimento socioeducativo nas unidades voltadas para restrição e privação de liberdade (internação, internação provisória e semiliberdade) no ano de 2016, destes 59,08% eram de cor negra.

 

O número de pessoas privadas de liberdade só evolui, segundo INFOPEN pela primeira vez na história, desde que os dados começaram a ser sistematicamente tabulados, o Brasil atingiu a marca de mais de 700 mil pessoas privadas de liberdade, representando um aumento de 707% em relação ao total registrado no início da década da 90. O encarceramento de adolescentes e jovens na socioeducação também tem aumentado absurdamente, sobretudo no Estado do Rio de Janeiro, a partir do momento que a capital foi escolhida para sede de grandes eventos. Dados de 2018 demonstraram que todas as unidades socioeducativas de privação de liberdade apresentavam superlotação.

 

A população carcerária é majoritariamente negra e jovem, mas quando a juventude não é encarcerada ela é morta, conforme dados de diversas pesquisas divulgadas ao longo dos anos. Se antes, ao não se deixar ser escravizado, o negro era categorizado enquanto fujão, como se seu lugar fosse a senzala e não a liberdade, hoje tenta-se categorizá-lo enquanto suspeito padrão. As notícias recentes sobre negros sendo presos injustamente são apenas a ponta do iceberg do racismo estrutural que age limitando vidas negras que são impulsionadas a uma engrenagem que quer lhes destinar o cárcere ou cemitério.

 

Propomos uma atividade de mulheres negras em Movimentos, tratase de uma roda de conversa com convidadas ativistas do movimento social, que dialogarão sobre a temática do cárcere juvenil ou adulto. Com diferentes experiências e inserções, vão debater o racismo estrutural e encarceramento em massa, sob a perspectiva antirracista precisamos elaborar estratégias que nos vulnerabilize menos. Como ponto comum, temos a constatação de que o cárcere tem a cor negra mas que não é um defeito de cor e sim da engrenagem de uma sociedade que é estruturalmente racista.

 

O ENFRENTAMENTO AO RACISMO É UMA LUTA DE TODAS E TODOS!

 

Dia: 25/03 Horário: 18:30.

Local: Espaço Emancipa

Avenida Almirante Barroso 63 sala 1509

Centro - Rio de Janeiro

 

#ComCausa

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