Entrevista com Robson Gabiru

06.12.2018

Robson Gabiru é um dos artistas mais originais da Baixada. Começou a aprender a tocar violão com quinze anos e aos dezesseis já tocava nas noites de Nova Iguaçu. Ele usa sua irreverência como tempero de suas composições, que têm grande influência do samba de breque de Moreira da Silva, o Kid Moringueira, com quem ele teve o privilégio de trocar de chapéu, sua marca registrada.

 

Uma das músicas que marca sua carreira é “Quem mais querem”, conhecida como a “música do trem”, que transforma em versos as várias formas de como os camelôs vendem suas mercadorias nos trens do ramal da Central. Mas o que chama atenção do público é o talento aperfeiçoado por anos de estudos na Villa-Lobos e pela experiência acumulada nos bares da vida. Uma escola onde agora Robson Gabiru é professor.

 

Depois de abrir shows de cantores como Moraes Moreira, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, Gabiru prepara-se para a apresentação mais importante de sua carreira. Misturando samba de breque, frevo, afoxé e balada, com seu estilo inconfundível Gabirú mostra seu novo show “Musicas que fiz, músicas que me fizeram”, afinal todo compositor é feito das músicas que cria, mas também é composto pelas músicas que ouve.

 

A primeira apresentação deste show será dia 14 de agosto de 2008, a partir das 20 horas, no Espaço Cultural Sylvio Monteiro (R Getulio Vargas 51 – Centro) em Nova Iguaçu. Aproveitamos este momento para fazer um bate-papo com ele.

 

O que mais o marca, as música que fez ou as musicas que o fizeram?

- As duas formas me marcaram muito, parto do principio que o compositor é feito daquilo que escuta e do que compõe. As música que me fizeram me levam a um determinado momento da minha vida, me fazendo recordar um momento do passado, as música que posteriormente fiz, geralmente, relatam um fato que vivi ou que vi ser vivido por alguém.

 

Uma das músicas que as pessoas mais pedem nas apresentações surgiu de um fato que você viu e viveu, como foi juntar tudo isso e fazer a música que todos chamam de “A Música do Trem”?

- Essa musica na verdade eu acho que nem é minha. Durante cinco anos eu estudei música na Escola Villa-Lobos, eu tinha que ir e voltar de trem do centro para a Baixada. Neste período eu anotei tudo que os vendedores ambulantes falavam nos trens, e no final do curso de música eu ordenei as palavras em rimas e ritmicamente e aí surgiu essa composição musical. Essa música reproduz o que os baleiros criavam para vender um produto... Muita gente gosta dessa música, muito pelo fato da identificação, as pessoas viveram esse momento como eu.

 

Você tem uma forma própria de tocar as musicas, sejam as que você fez, como as que o fizeram. O que você pode dizer que as pessoas vão escutar nas suas apresentações?

- Cara! Realmente a minha forma de me expressar musicalmente é única, que pode não ser a melhor, mas é uma maneira bem caracterizada. Por conta disso é que as pessoas que forem aos shows verão uma coisa única e feita com muito amor.

 

Você apresentará músicas novas nos shows?

- Música nova tem! Mas para muita gente que vai, muitas música são novas ou por serem música que fiz ou pela roupagem dada nas músicas que me fizeram.

 

Você esta com um CD novo, tem previsão de lançamento?

- O CD sai este ano e as expectativas são as melhores possíveis, uma coisa é certa: a minha mãe e os meus amigos vão comprar (rsrsrs).

 

#ComCausa | Novembro 2008

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